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Eu, na linha de frente da Reforma Tributária: como a IA virou meu “braço direito” — e como eu superei o medo de usar

 



🧾🤖 Eu, na linha de frente da Reforma Tributária: como a IA virou meu “braço direito” — e como eu superei o medo de usar

Se eu tivesse que resumir a transição da Reforma Tributária em uma palavra, eu escolheria densidade. Densidade de norma, de detalhe operacional, de exceção, de dúvida recorrente, de prazos e de impactos simultâneos em cadastro, faturamento, apuração, creditamento, contratos, compliance e contencioso. 📚⚙️

Eu vivo tributário “de verdade” e, ao mesmo tempo, aplico inteligência artificial (IA) de forma prática no dia a dia. E eu posso dizer com tranquilidade: a IA está sendo a diferença entre “sobreviver” e atravessar com método, consistência e fôlego. 🧠⚡

Mas tem um ponto que eu faço questão de deixar cristalino, porque é aqui que muita gente trava por receio.

A IA não me substitui. Nunca foi esse o papel dela no meu trabalho. Ela não assume responsabilidade técnica, não “decide” por mim e não assina nada no meu lugar. Quem define premissas, quem escolhe o enquadramento, quem confronta a resposta com o caso concreto, quem valida e quem sustenta tecnicamente sou eu. Sempre. ✅🧑‍⚖️

A IA, do jeito que eu uso, é uma ferramenta de apoio para eu trabalhar melhor e não para se pensar menos.



😬🧠 O medo de usar IA no fiscal é real — e eu entendo perfeitamente

Se você é da área fiscal/tributária e ainda não usa IA no dia a dia, muitas vezes não é por “resistência à tecnologia”. É por responsabilidade.

Eu já ouvi (e já senti) todas essas dúvidas:

  • A IA pode inventar coisa e eu passar vergonha (ou pior, gerar risco) 😰
  • Eu vou expor dado sensível e comprometer a empresa 🛡️
  • Se der errado, a responsabilidade cai em quem? (Spoiler: no profissional) 🧑‍⚖️
  • Tributo exige precisão, não “texto bonito” 🎯
  • E se a IA misturar regra antiga e regra nova no meio da transição? 🌪️

Esse receio não é fraqueza. É sinal de maturidade profissional. O erro é concluir que, por existir risco, a IA “não serve” para tributário.

A virada acontece quando você entende isto: IA não é um atalho para pular validação. IA é uma forma de acelerar o caminho até uma validação melhor. ✅⚡



✅🔍 Como eu uso IA sem abrir mão de controle (o “modo profissional”)

O que funcionou para mim foi parar de tratar IA como “oráculo” e passar a tratá-la como copiloto.

  • Eu sou o piloto. ✈️
  • A IA é o motor auxiliar. ⚙️
  • O destino e a responsabilidade continuam sendo meus. 🧭

Na prática, eu uso IA para ganhar velocidade e consistência em tarefas que drenam energia do time fiscal, especialmente na transição:

  • Leitura e síntese de materiais extensos, para eu chegar mais rápido ao que importa 📖⚡
  • Comparação de versões e identificação de mudanças relevantes 🔁🔎
  • Organização de entendimentos internos, evitando “cada um com a sua versão” 🗂️📌
  • Rascunhos de orientações e comunicações, sempre com revisão humana ✍️✅
  • Detecção de inconsistências em cadastros e padrões operacionais 🧩🧹
  • Estruturação de premissas para simulações e relatórios mais explicáveis 📈🧾
  • Padronização de respostas para dúvidas recorrentes, sem virar refém de interrupções 📣⏱️

E a regra de ouro que me dá tranquilidade é simples e inegociável:

Nada que a IA traga vira orientação oficial, procedimento, parametrização ou posição técnica sem validação humana. ✅🧑‍⚖️

IA acelera. Eu valido. Sempre.



🌪️ O problema da transição não é falta de informação. É excesso… sem estrutura

Em momentos críticos, o risco não é “não saber a regra”. O risco é a informação se espalhar e a organização colapsar.

  • Interpretação nasce em reunião 🤝
  • vira mensagem 📩
  • vira e-mail 📧
  • vira planilha 📊
  • vira documento final_v7_agora_vai.docx 📄😵‍💫

A consequência é a pior possível: a mesma operação recebendo tratamentos diferentes, dependendo de quem pegou o caso. E na transição, inconsistência vira custo, vira erro e vira vulnerabilidade em auditoria. 💸🧯

A IA me ajudou muito como camada de organização e padronização, para transformar “conhecimento espalhado” em orientação interna mais consistente, com premissas claras e rastreabilidade. 📌🗂️

🧹 Cadastro e classificação: a vida real cobra (e a IA ajuda a enxergar o mapa)

Cadastro perfeito é lenda. A realidade é descrição inconsistente, exceção virando regra, parametrização remendada, classificação dependendo de contexto. 🧩🧷

Na transição, isso vira fábrica de erro. O que a IA fez por mim foi encurtar o caminho entre:

  • “eu suspeito que tem incoerência aqui” 🤔 ;e
  • “eu consigo provar onde estão os pontos críticos e priorizar o que revisar primeiro” ✅🔎

Ela não decide o que é certo. Mas ela ajuda a encontrar padrões, destacar outliers e reduzir o trabalho braçal de triagem. E isso devolve tempo para o que realmente exige especialista: julgamento técnico e validação. 🧠✅



💸📈 Simulações e precificação: rapidez sem virar “número solto”

Com a Reforma, o negócio pede cenários, impacto em margem, simulações rápidas e explicáveis. E não basta entregar um número: precisa entregar premissa e lógica, com clareza.

A IA me ajudou muito a estruturar materiais melhores, separando hipótese de conclusão e organizando o raciocínio de forma mais transparente. Mas, de novo, o ponto central permanece: eu não terceirizo decisão. Eu uso IA para acelerar a construção e reforçar a validação. 🧾✅

🧯⚙️ Conformidade e operação: menos susto, mais “observação fiscal”

ERP, motor fiscal, validações, layouts, testes, rejeições… a transição aumenta o volume de incidentes e o custo do erro.

Eu uso IA como copiloto de diagnóstico para acelerar leitura de ocorrências, agrupar sintomas parecidos e organizar histórico. Isso reduz o tempo perdido no “onde quebrou?” e melhora a qualidade do ajuste, porque a investigação fica mais rápida e mais bem documentada. 🔧🔍🧾

🔐🛡️ Confidencialidade: a pergunta certa (e o motivo pelo qual IA exige governança)

Tributário lida com dado sensível. Então IA no fiscal precisa de governança: regras do que pode entrar, segregação de informações, controle de acesso, trilha e versionamento.

E aqui tem uma ironia positiva: com governança, a IA pode reduzir risco, porque diminui improviso fora do processo — planilha solta, orientação por mensagem sem registro, documento sem controle de versão. A transição pune informalidade. IA, do jeito certo, vira disciplina acelerada. ✅🗂️🛡️



🏛️🤖 “Se nem o governo usa, por que eu usaria?” — na verdade, o governo já incentiva e já usa

Esse ponto costuma destravar muita gente: o setor público brasileiro não está tratando IA como brincadeira. Há estratégia, plano e iniciativas reais em andamento.

No nível de política pública, há diretrizes explícitas e um plano nacional para orientar a adoção e o desenvolvimento de IA no país, o que sinaliza incentivo institucional e organização do tema. Exemplos:

O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA 2024–2028), no âmbito do MCTI 📌🤝
A Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (EBIA), também no MCTI 🧭🇧🇷
Fontes: PBIA – MCTI e EBIA – MCTI

E não é só diretriz. Existem exemplos atuais de órgãos usando IA:

A Receita Federal, com desenvolvimento interno de plataforma que utiliza algoritmos de IA e análise para ampliar detecção de fraudes tributárias e aduaneiras 🧾🔍
Fonte: Notícia do Ministério da Fazenda/Receita Federal (05/09/2024)

O CNJ, com iniciativas estruturadas no Judiciário, incluindo painel de projetos e publicações sobre IA no Poder Judiciário, além do ecossistema ligado à plataforma Sinapses ⚖️🤖
Fontes: CNJ – Painéis e publicações (Sinapses) e CNJ – “Pesquisa Inteligência Artificial no Judiciário 2024” (resumo executivo)

O TCU, com documentação e deliberação em acórdão relacionado ao tema, o que indica acompanhamento institucional e tratamento formal do uso de IA no setor público 🏛️📑 Fonte: TCU – Acórdão 1868/2024 (pesquisa do acórdão completo)

Isso não significa “se o governo usa, está automaticamente perfeito”. Significa algo mais importante: IA já é tratada como instrumento de trabalho institucional, com governança, diretrizes e casos reais. E isso reforça que, no ambiente fiscal privado, a discussão madura não é “usar ou não usar”, e sim “usar como, com quais limites e com qual validação”. ✅🛡️

🚀 Fechamento: IA não é o atalho. É a alavanca

Eu não uso IA para pular etapas. Eu uso IA para fazer melhor aquilo que a transição exige com mais força: organização, consistência, velocidade com padrão e rastreabilidade.

A Reforma não vai esperar cenário perfeito. O que separa times fiscais nesse período não é “quem leu mais”. É quem conseguiu transformar mudança em procedimento, procedimento em rotina, e rotina em controle auditável. 📌🧾

E é por isso que eu afirmo como testemunha: a inteligência artificial não substitui o profissional tributário — ela fortalece o profissional tributário, desde que a validação final continue sendo humana, técnica e responsável. 🤖🤝🧠


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